O futebol brasileiro está prestes a passar por uma de suas maiores transformações estruturais dos últimos anos. A Série B do Campeonato Brasileiro passará a contar com um sistema de playoffs para definir as últimas vagas de acesso à Série A. A medida, inspirada em modelos de sucesso na Europa (como a Championship inglesa), visa manter o interesse do público e o valor comercial da competição até as rodadas finais.
O Fim do “G-4” Tradicional?
Até então, os quatro primeiros colocados garantiam vaga direta na elite. Com a nova proposta aprovada pelos clubes da Série B por 17 votos a favor e 3 contra, a dinâmica muda para valorizar o desempenho no mata-mata e evitar que equipes “cumpram tabela” no meio da classificação. Com isso, a regra agora é a seguinte:
- Vagas Diretas: O campeão e o vice-campeão permanecem com o acesso garantido de forma direta.
- O Mata-Mata: As equipes que terminarem entre a 3ª e a 6ª posição disputariam um torneio eliminatório em jogos de ida e volta (semifinais (3° x 6° contra 4° x 5°) e final (vencedores da semifinal).
- A Grande Final: Os vencedores da “semifinal” garantem acesso a elite em 2027.
Impacto Econômico e Esportivo
A introdução dos playoffs não é apenas uma escolha esportiva, mas uma estratégia de mercado. Jogos decisivos no final do ano atraem maiores audiências televisivas, aumentam a venda de ingressos e geram um engajamento massivo nas redes sociais.
“É uma forma de manter o campeonato vivo para mais times por muito mais tempo. Um clube que está em 8º ou 9º lugar agora tem motivos reais para lutar por uma vaga no G-6 até o último minuto”, afirma o colunista Rodrigo Mattos.
Tabela Comparativa: O que muda?
| Critério | Modelo Antigo | Novo Modelo (Playoffs) |
| Acesso Direto | 4 primeiros colocados | 2 primeiros colocados |
| Disputa de Vagas | Apenas pontos corridos | Pontos corridos + Mata-mata |
| Engajamento | Pode cair no final para times do meio | Alta competitividade até o 6º/7º lugar |
| Emoção | Definida por pontos | Decidida em “finais”. |
Com informações do UOL
Foto: Reinaldo Campos/AGIF.



